O avião do prefeito Genil, pode ter sido abatido

O prefeito de Central de Minas, Genil Mata Cruz (PP), morreu nesta terça-feira (14) em um acidente áereo. O político, de 36 anos, pilotava um avião que caiu em uma fazenda em Tumiritinga, região do Vale do Rio Doce. Um passageiro identificado como Gustavo também faleceu.
image
Pelas redes sociais, a assessoria de Genil informou que a aeronave pode ter sido abatida. Conforme relato postado no Facebook, no momento da tragédia o prefeito sobrevoava a área de sua propriedade, que recentemente foi invadida por integrantes do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST).
“Em dado momento, ouviu-se vários disparos, possivelmente de arma de fogo, efetuados por pessoas que se encontravam em tal acampamento, dentro da fazenda de Genil. Aparentemente, alguns tiros alvejaram o avião que Genil pilotava, o que pode ter causado uma explosão ou algo que possa ter providenciado a queda do avião que ficou em chamas”, foi publicado no Facebook oficial do político.
O porta-voz do MST em Minas, contudo, apresentou outra versão sobre o caso. Conforme Sílvio Neto, o prefeito realizava manobras perigosas para aterrorizar as aproximadamente 300 famílias que ocupam o local. Além disso, segundo ele, Genil arremessava bombas em cima do acampamento.
Para o integrante do MST, duas causas podem ter provocado a queda da aeronave: falha humana em decorrência das manobras ou a explosão das bombas que eram transportadas no avião.
(Qual pessoa com o minimo amor pela vida, iria se arriscar carregar bombas dentro de um avião de porte pequeno?)
Além de prefeito, Genil era presidente da Associação dos Municípios do Leste Mineiro (Assoleste).
O advogado da família do prefeito, Siranides Eliotério Gomes, disse que não tinha nenhuma informação dos ataques feitos contra os sem-terra. “Não tenho essa informação e repudio veementemente. O que pedi foi que ele apenas fotografasse a área invadida”.
Siranides Gomes afirmou que estava preparando a ação de reintegração de posse nesta terça, por isso teria pedido o sobrevoo.

“Falei com ele por volta de 13h30 e pedi ao prefeito que fizesse uma tomada aérea, fotografasse a área invadida para que eu pudesse anexar a petição inicial. Depois disso não tive mais contato com ele, até saber do acidente”, revelou.

Tragédia
Após a queda, a aeronave ficou em chamas e os dois ocupantes morreram carbonizados. A Polícia Militar de Conselheiro Pena confirmou que dois tripulantes morreram na tragédia. Entretanto, como os corpos estão carbonizados, não foi possível fazer a identificação visual das vítimas.
A perícia da Polícia Civil esteve no local e os restos mortais foram removidos para o Instituto Médico-Legal (IML) de Governador Valadares, onde irão passar por exames.
A PM informou que, por enquanto, não é prudente afirmar que o avião foi abatido ou carregava bombas. De acordo com o órgão, somente as perícias das Aeronáutica e Polícia Civil podem constatar o que levou a aeronave a despencar.

Ocorrência
Conforme o chamado feito à PM, dois aviões estavam sobrevoando a região quando um deles caiu. Entretanto, os órgãos de segurança ainda não têm informações sobre o paradeiro da outra aeronave.
Após o acidente aéreo, o Corpo de Bombeiros e a PM foram até o local para atender a ocorrência. Uma equipe da Polícia Civil, composta por um delegado e investigadores, também seguiu até a área, que é de difícil acesso, usando uma balsa.
Invasão
Sílvio Neto informou que a área invadida pelo MST pertence a uma empresa. A fazenda estaria abandonada há alguns anos e, recentemente, foi ocupada por quase 300 famílias. O prefeito, segundo o porta-voz do MST, alegou ser proprietário da terra mesmo sem apresentar documentação da posse.
“Ele vinha fazendo investidas para acontecer o despejo forçado. Isso está comprovado em Boletim de Ocorrência”, disse. “Estávamos apenas reivindicando a desapropriação da terra e o direito de reforma agrária em uma área que não cumpria sua função social”, relatou.

Fonte: hoje em dia
Barrancas Seu Portal de Notícias
Mostrar Mais
Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado.