Morte de sitiante na BR-230 levanta preocupações na comunidade local
Ontem, foi um dia difícil na região do sul do amazonas, na cidade de Humaitá–AM, teve uma operação da Polícia Federal contra o garimpo no rio madeira. E na Br230 km 40, uma terrível morte do sitiante Airton, um sitiante que há tempos estava enfrentando problemas com roubos em sua propriedade, como muitos na região, foi o mais recente vítima. O sitiante, que estava trabalhando em uma cerca juntamente com três ajudantes, estavam voltando para casa quando foram recebidos a ataque de flechas. Testemunhas relatam sua versão dos fatos. Receberam flechadas um dos ajudantes foi ferido na barriga, mas conseguiu fugir e dois conseguiram fugir sem serem atingidos por flechas. O sitiante, ferido na perna, não conseguiu e caiu próximo de um barranco, de onde vieram atrás dele e deram outra flechada, na sua cabeça, e depois a golpes de facão o mataram e jogaram o corpo no rio.
Os suspeitos são quatro homens da etnia Pirarã, A aldeia indígena está aproximadamente a 30 km do local do homicídio, no km 85. Moradores das proximidades dizem que já vem ocorrendo destruição de plantações, bem como diversos animais foram mortos.
Agora aumentou o medo na comunidade com a morte do Airton. O clamor é por ação das autoridades.
A recuperação do corpo de Airton, foi realizado ontem a noite no rio, pelos amigos que mergulharam com um holofote de luz, conseguiram resgata o corpo. A comunidade pedem a prisão dos quatro supostos envolvidos, para as investigações.
Na tentativa de chamar a atenção das autoridades e da sociedade para a perigosa situação em que vivem, os moradores bloquearam a BR-230, neste momento esta a Polícia Rodoviária Federal no local.
Eles temem deixar suas famílias em casa para ir trabalhar na lavoura, que só aumenta o risco.
“Podemos e queremos conviver de forma pacífica sem a necessidade de agressões pelas duas partes”, disseram os moradores.
Eles pedem a Funai que intervenha para impedir que o conflito entre a população local fora da reserva indígena. Já que a reserva, segundo o site “terra indígena” (https://terrasindigenas.org.br/pt-br/terras-indigenas/3823), A reserva dos Indígenas Pirahã – abrangem uma área estimada de 347 mil hectares, que abriga cerca de 592 indígenas. Foi homologada por Decreto s/n – 04/11/1997. Podem viverem de uma forma tranquila, sem necessidade de conflitos.
A Funai tem sido informada sobre a violência na região, mas não tomou nenhuma medida eficaz ainda. A comunidade clama por apoio e segurança para as autoridades competentes agindo para garantir a paz e a segurança na região.
Os moradores e os índios da região fazem um pedido de convivência pacífica; todos são brasileiros, independentemente das diferenças, todos merecem paz e segurança, uma convivência pacifica.
Informações atualizadas: Esta acontecendo uma reunião na Funai, segundos informações passadas que a Polícia Rodoviária Federal só vai liberar a estrada quando os responsáveis pela Funai estiver presente no local

