Software livre é capaz de promover pequena revolução na economia

Foram quatro dias e mais de 400 horas de programação intensa, com debates, paineis, oficinas, laboratórios e hackathons (maratonas hackers). As atividades do 16ª Fórum Internacional Software Livre (Fisl 16) chegaram ao fim neste sábado (11) e representaram um marco importante à trajetória do evento, que passou a direcionar seus esforços e discussões, a partir deste ano, à Cadeia Produtiva Nacional de Software Livre.
Sady Jacques, organizador do Fisl, avaliou que o orçamento mais enxuto dessa edição não prejudicou a qualidade das instalações e da programação.

“Nesse momento de crise em que o Brasil vive, o software livre surge como oportunidade, pois tem um custo operacional menor e o retorno, tanto em robusteza quanto em qualidade técnica, é maior”, disse.

Para ele, o software livre é capaz de promover uma pequena revolução na economia do país e, por isso, o Fisl se foca agora no estímulo à indústria nacional desses programas. “Acreditamos que com a participação de vários órgãos no evento, como a Presidência da República, podemos agendar esse debate no centro do governo e, com isso, ganhar destaque na sociedade também”.
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Sady revela que o tema da próxima edição, em 2016, é uma extensão da temática desse ano, pois vai girar em torno da internet das coisas, que é a possibilidade de conectar vários tipos de objetos do nosso dia a dia com a web. “A internet das coisas vai movimentar uma quantidade fabulosa de recursos. E precisamos que essa revolução aconteça no âmbito do software livre, o que irá fomentar a cadeira produtiva nacional”.
Em painel realizado na sexta-feira (10), o desenvolvedor Silvio Rhatto salientou que o Brasil precisa começar, de fato, a pensar em uma soberania computacional e que isso não se deu até hoje não por falta de conhecimento especializado, mas de infraestrutura.

Educação e software livre

Pesquisadores, professores e ativistas realizaram uma série de palestras e oficinas durante o Fisl 16 sobre a necessidade de aproximação dos programas de código livre com os métodos e processos educacionais. Isso porque, além do fator financeiro (a maioria dos programas são gratuitos), os softwares livres oferecem ferramentas que possibilitam o protagonismo e estimulam cognição dos professores e alunos. A ciência também pode encontrar mecanismos de emancipação do modelo de negócio editorial e uma horizontalização do conhecimento.
 
 
Fonte: agencia Brasil
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