POLÍCIA FEDERAL APREENDE MAIS DE R$ 1 MILHÃO, JOIAS E CARROS DE LUXO E PRENDE 90 CRIMINOSOS E ADVOGADOS. MAIS FIGURÕES DEVEM CAIR JÁ-JÁ!

As operações das polícias Federal, Militar e Civil, com a participação do Ministério Público, começaram a acontecer, como a La Muralla, desencadeada nesta sexta-feira (leia matéria abaixo) e terão continuidade nos próximos meses.
Algumas figuras de destaque na sociedade e nos meios empresarial, político e jurídico deverão ser presas. Os crimes vão desde o tráfico de entorpecentes, fraudes a licitações, favorecimento processual, tráfico de influência e enriquecimento ilícito e outros, todos na mira dos núcleos de inteligência encarregados de fazer uma devassa tanto na capital quando no interior do Amazonas.
Sete advogados já foram presos. É possível que nos próximos dias outras autoridades também sejam encarceradas, asseguram importantes fontes do Portal Zacarias na Justiça do Amazonas.
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Interceptações telefônicas autorizadas pela Justiça apontam para o funcionamento de grandes organizações criminosas agindo dentro dos poderes constituídos do Amazonas.
O sistema prisional funciona hoje como um verdadeiro quartel-general do comando e das práticas de alguns crimes. Mansões em condomínios nobres deverão ser revistadas, automóveis de luxo apreendidos e muitas joias confiscadas.
Pelo jeito, os ares da operação Lava Jato, que vem passando o Brasil a limpo, chega, e chega para valer, no Amazonas.
La Muralla prende criminosos e seus advogados
E desde a manhã desta sexta-feira que a Polícia Federal se põe a prender criminosos no Amazonas, entre eles os tidos como mais perigosos, que integram quadrilhas que dominam o tráfico de drogas, assassinatos e crimes decorrentes em todo o estado. Com a participação ativa de advogados e outras pessoas ligadas a esses criminosos.
A operação La Muralla, da Polícia Federal, havia prendido até a noite da sexta-feira pelo menos uns 90 acusados de diversos crimes em Manaus, em dois municípios e dois estados. A Justiça federal expediu 127 mandados para cumprimento pela polícia. A ideia é mandar alguns desses criminosos para presídios federais em Campo Grande (MS) e Catanduva (SP).

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Parte do dinheiro apreendido com os criminosos, em suas casas

Dinheiro e bens são recuperados
Além dos 127 mandados, a operação cumpriu 67 mandados de busca e apreensão, sete de buscas em presídios estaduais, 68 de sequestro de bens, além do bloqueio de ativos registrados em 173 CPF e CNPJ de pessoas e empresas ligadas a criminosos. Só em espécie, a Polícia Federal apreendeu mais de R$ 1 milhão e 45 mil, além de US$ 700.
Na lista, criminosos que mandam e desmandam nos presídios
Na lista dos que foram presos e divulgados pela coordenação da operação aparecem os maiores criminosos da região, sendo que alguns já estão cumprindo pena em presídios e seus advogados, presos preventivamente, como:
José Roberto Fernandes, o “Zé Roberto da Compensa”
Marcos Roberto Miranda, o “Marcos Pará”
Francisco Álvaro Pereira, o “Bicho do Mato”
Jaime Machinga
Jorge Moçambite da Silva, o “Moçambite”
Geomisson, o “Roque”
Gelson Carnaúba
Joleardson, o “Giba”
Alan de Souza Castimário, o “Nanico”
Cleomar Ribeiro de Freitas, o “Copinho”
Gregório Graça Alves, o “Mano G”
Lucimar Vidinha, advogada
Rosângela Amorim, advogada
Janderson Ribeiro, advogado
Aldemir Rocha Júnior, advogado
Luizito Donato, advogado
Sulene, advogada
Filho da advogada Janaina Veríssimo
Carros de luxo foram apreendidos na operação
Alguns dos carros de luxo apreendidos nas buscas da operação (Fotos: Divulgação)

 
arros de luxo apreendidos nas residências
Além dos 90 presos e do dinheiro, a Polícia Federal encontrou nas residências dos investigados 25 veículos de luxo e motocicleta que foram transportados para a sede da superintendência regional.
De acordo com o superintendente da Polícia Federal, Marcelo Rezende, a organização criminosa se utilizava de meios tecnológicos avançados para a realização de “negócios” com outras organizações criminosas, nacionais e internacionais, e ainda nos contatos com políticos e membros do poder público.
Pretendiam até indicar e financiar a candidatura de alguns de seus integrantes para a disputa de cargos políticos nas próximas eleições de 2016 e 2018. “O propósito da liderança era lançar representantes em cargos municipais em 2016 e até federais em 2018”, disse o superintendente à imprensa.
A operação empregou 400 policiais federais, 300 militares do Batalhão de Choque e do grupo Fera, da Polícia Civil. Além de Manaus, as ações da Polícia Federal se estenderam também pelos municípios amazonenses de Tonantins e Tabatinga (a 865 e 1.108 quilômetros da capital, respectivamente) e a outros estados, como Ceará, Rio Grande do Norte, Roraima e Rio de Janeiro, e até fora do Brasil, com prisões no Peru, Colômbia, Venezuela e Bolívia, contando com cooperação por intermédio da Interpol.
Saiba mais sobre a operação
A Polícia Federal, para desencadear a “La Muralla”, começou a investigação em abril de 2014, a partir da apreensão de R$ 200 mil, em espécie, durante ação no rio Solimões, em lancha usada por criminosos.
O dinheiro, escondido em um aparelho de ar condicionado, ia para fornecedores de drogas que atuam na tríplice fronteira de Brasil, Colômbia e Peru. Foi descoberta a partir daí a hierarquia do crime dos presos no sistema prisional do Amazonas, adotando um modelo empresarial para obtenção de altos lucros.
A estimativa da Polícia Federal é que, nos últimos anos, milhares de pessoas foram atraídas pela facção, inclusive um núcleo jurídico próprio.
 
 
 
 
Fonte: Portal Zacarias
Barrancas Seu Portal de Notícias

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