Sindicato dos Jornalistas do AM, participa de sessão especial legislativa sobre fake news

A importância do combate às fake news (notícias falsas) foi discutida em debate durante Sessão Especial, nesta quinta-feira (25), na Assembleia Legislativa do Estado do Amazonas (Aleam). Sessão de autoria do deputado Sinésio Campos (PT), alusiva ao Dia Estadual de Conscientização e Combate às Fake News (celebrado no dia 24 de março), apresentou o atual cenário, a necessidade de se apurar e checar a veracidade das notícias divulgadas nos veículos de comunicação e, em especial, nas redes sociais.

Em sua atuação no plenário da Casa Legislativa, o presidente do Sindicato dos Jornalistas, Wilson Reis, destacou o compromisso ético dos profissionais na produção e divulgação de notícias. “O fato é que hoje todos se sentem um pouco jornalistas nas redes sociais. E isto cria uma série de problemas. O jornalista é o profissional com graduação em instituição de ensino superior e tem formação e condições para combater as notícias falsas, ao fazer uso da ética no jornalismo e compromisso social com a sociedade, disse Reis.

“Falar de Fake News é falar de notícia falsa e é algo que não é simples. Devemos ter ciência que uma notícia falsa pode ser devastadora para as pessoas. Teve um caso como no Amazonas este ano no mês de Janeiro que, neste momento de pandemia que vivemos, divulgaram um áudio propagando que os supermercado iriam fechar e as pessoas  se desesperaram e a cidade virou um pandemônio e lotaram os supermercados e era um fake news. Já identificamos quem foi, mas as pessoas precisam ter responsabilidade com o que divulgam”, explicou o titular Heron Ferreira, da Delegacia Especializada em Repressão e Crimes Cibernéticos – DERCC.

As vítimas de crimes cibernéticos devem realizar o registro do BO no site da Delegacia Interativa da Polícia Civil, no endereço www.delegaciainterativa.am.gov.br.  A Delegada da Delegacia Geral, Emília Ferraz Carvalho Moreira informou que, futuramente a Delegacia Especializada em Crimes Cibernéticos terá uma sede própria.

“Estamos iniciando as tratativas para fazer a Sede da Delegacia Especializada Contra Crimes Cibernéticos e, com isso, vamos ter maiores e melhores condições material e efetiva para atender melhor a população. O local do novo prédio será no bairro Japiim, onde vai ser a nossa casa. Esse anúncio é importante para que a população fique sabendo da preocupação de todos e também do deputado que vem cobrando a tempo a nova estrutura e assim, fortalecer a Segurança Pública”, justificou Ferraz.

Ao final da Audiência o autor da propositura, deputado Sinésio Campos propôs que seja realizado de forma conjunta com a Escola do Legislativo da ALEAM, Delegacia Geral da Polícia Civil, Sindicato dos Jornalistas e Secretaria de Segurança Pública, palestras de conscientização e combate às fake news nas escolas.    “Vamos levar uma educação cidadã aos nossos jovens, por isso propomos que possamos realizar palestras nas escolas.

Campanha de combate às fake news através de palestras e até mesmo cartilhas que mostrem a importância de não divulgar notícias falsas. Agradeço a presença de todos por fazerem parte desse importante debate”, salientou Campos.
Dados
Segundo dados da Polícia Civil, da Secretaria de Segurança Pública do Amazonas, nos primeiros dois meses de 2021, foi registrado um aumento de 241% no número de ocorrências por invasão a dispositivos informáticos, em comparação com o mesmo período do ano passado. A expansão dos casos está relacionada, principalmente, a golpes como a clonagem de contas de aplicativos de mensagem instantânea. De janeiro a fevereiro deste ano, foram registrados 174 boletins de ocorrência com relatos sobre invasões de dispositivos.

No mesmo período do ano passado, foram contabilizados 51 casos. O crime de invasão de dispositivo informático é previsto no art. 154-A do Código Penal, inserido pela Lei nº 12.737, de 30 de novembro de 2012. A tipificação ganhou o nome de “Lei Carolina Dieckmann”, em alusão à atriz brasileira que, em maio de 2012, teve fotos íntimas publicadas indevidamente na internet, captadas por “hackers” que invadiram seu computador e passaram a exigir dinheiro para não tornar públicas as imagens. A pena prevista para o crime é de detenção de três meses a um ano, além de multa.

Texto/Fotos: Aleam/SJPAM

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