Mundo relembra 70 anos da bomba em Hiroxima

“Pensem nas crianças;Mudas telepáticas;Pensem nas meninas;Cegas inexatas;Pensem nas mulheres;Rotas alteradas;Pensem nas feridas;Como rosas cálidas”.Esses são belos versos de Vinícius de Moraes, muito conhecidos através da voz de Ney Mato Grosso que servem como protesto para uma das maiores tragédias da humanidade, a bomba atômica lançada sobre as cidades de Hiroxima e Nagasaki.
Nessa semana o terrível acontecimento completou 70 anos, e é com pesar que lamentamos a desgraça da guerra e do terror causado pelo homem. O desastre que tirou a vida de aproximadamente 100 milhões de pessoas, também marcou a vida de forma negativa para outras milhares.
Aquele dia ficou na história mundial de uma forma que jamais será esquecida.Os sobreviventes do local de devastação total ainda carregam por gerações genes com mutações devido a radiação.
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No contexto da guerra, iniciada em 1939, o mundo estava dividido em dois grupos. As principais forças dos chamados Aliados eram Reino Unido, União Soviética e Estados Unidos, enquanto Alemanha, Japão e Itália formavam as Potências do Eixo. Em agosto de 1945, a guerra já havia terminado na Europa, depois das mortes dos ditadores Benito Mussolini (Itália) e Adolf Hitler (Alemanha), porém os confrontos continuavam no Pacífico e na Ásia, protagonizados por americanos e japoneses.
Às 8h15, horário local, a bomba Little Boy (“menininho”, em tradução livre) foi lançada em direção à Hiroshima. Ela explodiu a cerca de 500 m do chão e causou a morte de mais de 140 mil pessoas. Quando viu o tamanho da tragédia, na forma de uma nuvem gigantesca de fumaça e poeira, o copiloto Robert Lewis escreveu no diário de bordo: “Deus, o que fizemos?”
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Após o ataque sobre Hiroshima, os Estados Unidos lançaram, três dias depois, uma segunda bomba, sobre a cidade de Nagasaki. Em 15 de agosto, depois do último bombardeio e da declaração de guerra da União Soviética, o imperador Hirohito do Japão anunciou o cessar-fogo. Em 2 de setembro, o Japão assinava o instrumento de rendição incondicional, pondo fim à guerra.
O papel das bombas atômicas na rendição japonesa e a sua justificativa ética continuam a ser debatidos. Em um estudo do instituto norte-americano Pew Research Center, divulgado em fevereiro, mais de 56% dos norte-americanos consideraram que a utilização da bomba atômica contra o Japão foi justificada, contra 79% dos japoneses que afirmaram o contrário.
O Japão teme novas guerras ao recordar o desastre nessa semana em cerimônia com 55 mil pessoas que se juntaram ao pé do único edifício que permaneceu de pé no centro da cidade e do memorial da paz, construído mais tarde, os hibakusha, como são conhecidos os sobreviventes já idosos da bomba atômica, estavam entre os participantes.Todos ficaram em absoluto silêncio. Só se ouviam as cigarras no verão japonês e, lá longe, as asas das pombas soltas para o céu. Em Hiroxima lanternas de papel foram colocadas no Rio Motoyasu em memória as vitimas.
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O primeiro-ministro do Japão, Shinzo Abe, e representantes de 100 países também compareceram na cerimônia, entre eles, potências nucleares como a Rússia, o Reino Unido e a França. Abe disse que o Japão vai continuar buscando a cooperação tanto de países com e sem armas nucleares para agir ainda mais em prol de um mundo sem armas nucleares.
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Para demonstrar sua determinação, o primeiro-ministro afirmou que o Japão vai submeter uma nova resolução à Assembleia Geral das Nações Unidas visando a abolir as armas nucleares.
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