MARINHA PODE USAR LANCHA BLINDADA PARA PATRULHAR RIOS DO AMAZONAS  

Manaus/AM – Em meio às tensões por disputa de territórios entre facções nas calhas dos rios amazonenses, os ‘Piratas e Narcotraficantes’ passaram a tirar o sono das autoridades depois do registro de vários confrontos entre si e dos assaltos contra embarcações nas regiões onde atuam.
De acordo com informações, os piratas (também chamados ratos d’água) ainda não tiveram seu DNA descrito, totalmente, pelas comunidades de informações da Segurança do Estado. Além deles, a Polícia amazonense, agora, se depara com a ação de narcotraficantes advindos do Peru e Colômbia, países vizinhos ao Brasil.
Ultimamente, as ocorrências têm chamado a atenção pelo poder de fogo das quadrilhas com uso de munições e armamentos de uso restrito, principalmente, nas calhas dos rios Madeira, Baixo Amazonenses e Alto Solimões. Nessas regiões, o vazio existente na região, ‘os ratos d’água e narcotraficantes têm feito a festa’, diz interlocutor junto ao Sindicato dos Armadores do Amazonas (SINDARMA).
Entre as duas facções, segundo registros das ocorrências, ‘os piratas e/ou ratos d’água teriam causado mais danos a passageiros e às empresas de transporte de combustíveis’. Enquanto narcotraficantes, possivelmente, considerados dissidentes de grupos antigos, ‘atacam mais comboios de drogas vindos do Peru e Colômbia, com destinos às cidades de Tefé, Coari e Manaus’, revela o interlocutor.
Apesar da Secretaria de Segurança do Estado (SSP-AM), em conjunto com outros órgãos de segurança federal,  manterem Bases de Fiscalização, sobretudo na mesorregião de Tefé e Coari, os assaltos e o tráfico de drogas tem encontrado algumas formas de burlar a fiscalização, adianta conhecido Repórter policial naquela região.
De acordo com relatos ouvidos pela Reportagem, nos últimos três e meio, cerca de cem registros considerados relevantes, devido aso grande volume de armas, munições e drogas apreendidos,  ‘é preciso que haja uma maior e melhor integração entre os órgãos de integração de âmbito estadual e federal’.
– Devendo-se incluir na fiscalização as Forças Armadas, arrematou a fonte deste site.
Em linhas gerais, as denúncias da existência desses dois bandidos atuando em rios do Amazonas e da Amazônia, especificamente, vem sendo feitas há anos. Enquanto isso, sabe-se, no entanto, que o segmento de transporte de combustível é um dos mais afetados pela ação das quadrilhas – tanto de piratas quanto de narcotraficantes.
Com um cenário desenhado de forma a não haver grandes baixas com rapidez ao crime organizado,  caso não haja um efetivo combate às quadrilhas, a exemplo do Plano Colômbia financiado pelos Estados Unidos (EUA-DEA), que causem grandes baques aos criminosos, ‘esse tipo de crime tende só a aumentar nos rios amazonenses’.
imagem: RICARDO FERNANDO

No século passado, o Governo alemão teria doado ao Governo brasileiro duas poderosíssimas lanchas de, ao menos 500 HP dotadas de metralhadoras de altíssimo poder de fogo. As embarcações, à época, teriam sido incorporadas ao Departamento de Polícia Federal (DPF-AM) para, supostamente, atuarem no combate ao narcotráfico.

Agora, instado sobre o que poderia fazer para ajudar a conter a suposta fragilidade no sistema de fiscalização às ações do narcotráfico e de quadrilhas nas calhas dos rios amazonenses, o senador Plínio Valério (PSDB-AM), ‘revelou ao NEWSRONDONIA que, ‘destinei emenda para a aquisição de uma lancha blindada à Marinha do Brasil com essa finalidade operacional’.
 POR XICO NERY
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