Amazonas tem maior crescimento industrial do país, aponta IBGE

“Alta na produção de bebidas e motos favorece retomada. Apenas o Amazonas conseguiu recuperar todas as perdas do período da pandemia”

 
A produção industrial cresceu em 14 dos 15 locais pesquisados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), na passagem de maio para junho deste ano. As maiores altas foram observadas nos estados do Amazonas (65,7%) e do Ceará (39,2%), de acordo com dados da Pesquisa Industrial Mensal divulgados hoje (11). Quase todos eles, porém, seguem em patamar inferior ao verificado antes do início da pandemia. Apenas o Amazonas conseguiu recuperar todas as perdas.
No Amazonas, foi a taxa mais alta desde o início da seprie histórica da pesquisa, influenciada pela venda de bebidas e motos, principalmente.
A alta na produção industrial amazonense teve forte influência do segmento de fabricação de xaropes para elaboração de bebidas, segmento bastante afetado pela crise no mercado interno. No caso das motos, a recuperação pode ter também impacto do mercado externo.
Nos últimos dois meses, a produção industrial no estado quase dobrou, com alta de 95,1%, recuperando as perdas realizadas no pico da pandemia. O estado foi um dos primeiros atingidos pelo novo coronavírus no país, em um ritmo de contaminação que gerou colapso no sistema de saúde.
Mas foi também um dos primeiros a retomar as atividades paralisadas nos piores momentos da crise. Na sexta (7), o estado completou um mês de volta às aulas, por exemplo.
Também tiveram crescimento acima da média nacional (8,9%) os estados do Rio Grande do Sul (12,6%), de São Paulo (10,2%) e Santa Catarina (9,1%). Completaram a lista dos estados com alta na produção Minas Gerais (5,8%), Paraná (5,2%), Pernambuco (3,5%), Pará (2,8%), Goiás (0,7%), Rio de Janeiro (0,7%), Bahia (0,6%) e Espírito Santo (0,4%).
A Região Nordeste, única a ter a produção de todos os estados calculada de forma conjunta, cresceu 8%. Mato Grosso foi o único local com queda (-0,4%).
Outros tipos de comparação
Na comparação com junho de 2019, 12 dos 15 locais pesquisados tiveram queda na produção, com destaque para Espírito Santo (-32,4%) e Ceará (-22,1%). Os três locais com alta foram Pernambuco (2,8%), Mato Grosso (1,6%) e Goiás (5,4%).
No primeiro semestre do ano, houve redução em 13 dos 15 locais, na comparação com o mesmo período do ano anterior. As maiores quedas foram observadas no Ceará (-22%), Espírito Santo (-20,8%) e Amazonas (-19,6%). Rio de Janeiro (2,3%) e Goiás (0,9%) foram os únicos locais com alta.
Já no acumulado de 12 meses, foram observadas quedas em 12 locais, com destaque para o Espírito Santo (-19,6%). Os estados com alta na produção foram Rio de Janeiro (4,4%), Goiás (2,2%) e Pará (0,4%).
 
Fonte A Crítica

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